Não limite o amor à sua paixão.

“A vida só tem sentido quando aprendemos a amar.”

Lemos isso e na maioria das vezes, logo pensamos em um casal apaixonado. Limitamos nossa concepção de amor a isso, enquanto há muitas outras formas em que o amor se expressa e muitas outras pessoas a quem podemos (e devemos) amar.

É comum que uma pessoa que sofreu uma desilusão amorosa desacredite no amor. Algumas se sentem sozinhas, pois a carência cega os olhos e nos leva pensar que não temos mais quem nos ame e nem a quem amar.

Mas limitar o amor aos beijos de cinema, andar de mãos dadas e ter alguém pra dormir de conchinha é resultado dos nossos desejos carnais, pois o verdadeiro amor vai muito além disso (1 Coríntios 13: 1 -7).

Amamos quando dedicamos tempo a algo ou alguém, quando contribuímos para o crescimento de outra pessoa, quando somos úteis na vida dela. Amamos quando nos importamos, quando nos doamos em benefício do outro, e esse ‘outro’ não diz respeito somente a um namorado(a).

Jesus nos convida a investir em nossa família, a cuidar de nossos amigos e até mesmo a amar os nossos inimigos. Ele nos convida a dar um ‘bom dia’ para o porteiro, a sorrir para o vizinho, a ajudar os necessitados, a ouvir um idoso e a brincar com uma criança carente. Ele nos convida a olhar para os rejeitados, a perdoar quem tanto nos machucou e orar por aqueles que nos perseguem.

Jesus nos convida a enterrar nosso eu e nossas paixões carnais, a deixar nosso egoísmo de lado e a explorar todas as oportunidades que encontramos de amar. Jesus veio até essa terra e é o maior exemplo de alguém que não perdeu uma oportunidade sequer de amar. Ele é o maior exemplo de alguém que por onde passava transbordava amor.

E agora, podemos aprender com Ele a amar de verdade e a desfrutar do amor em sua plenitude. Mas para isso, precisamos refletir sobre nossas atitudes e rever o quanto realmente sabemos sobre o amor e o quanto de fato temos amado. Precisamos compreender que para amar, eu preciso destronar o meu orgulho, tirar os olhos do meu eu, das minhas necessidades e começar a olhar para as necessidades daqueles que estão ao meu redor.

É tolice limitar o amor apenas a uma paixão. Fazer isso é como tentar segurar o mar com a palma das mãos. É reduzir todas as cores a preto e branco e tentar guardar o infinito dentro de uma ampulheta.

Não limite o amor a sua paixão. Não limite o amor ao status do facebook ou aos romances das novelas. Nem desacredite do amor só porque se apaixonou e sofreu uma desilusão.

Não dá pra sair argumentando sobre o amor por aí, se você ainda não entendeu a mensagem da Cruz. Não dá pra dizer que ninguém nunca te amou quando você conhece verdadeiramente a Jesus. E não tem como afirmar que não há ninguém para amar. O mundo não está carente de gente que precisa de amor; o mundo está carente de gente que saiba amar.

Amandinha Feliciano

 

 

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